Calendário de vacinação de cães e gatos: guia simples para tutores

Quais vacinas cães e gatos tomam, com que idade começar, quando fazer o reforço e o que fazer se a vacina atrasou. Um guia direto para organizar a carteirinha do seu pet.

Equipe Petisco Saúde · · 4 min de leitura

Veterinária segura uma seringa enquanto outra pessoa acalma um gato tricolor na mesa de exame

Vacinar é a forma mais simples e barata de proteger o seu pet de doenças graves, algumas delas fatais e outras transmissíveis para pessoas, como a raiva. Mesmo assim, é comum a carteirinha ficar esquecida numa gaveta e o reforço passar da data sem ninguém perceber.

Este guia resume o calendário mais usado no Brasil para cães e gatos. Ele serve para você saber o que perguntar na consulta, mas quem define o esquema certo para o seu pet é o médico veterinário, levando em conta idade, saúde, rotina e a região onde vocês moram.

Por que o filhote toma várias doses

Nas primeiras semanas de vida, o filhote recebe anticorpos da mãe pelo leite. Esses anticorpos protegem, mas também "atrapalham" a vacina, que pode não fazer efeito enquanto eles ainda estão circulando. Como não dá para saber o dia exato em que eles somem, a vacina é repetida a cada poucas semanas até a fase em que a proteção da mãe com certeza acabou, por volta das 16 semanas de vida.

Por isso, a última dose do filhote é tão importante quanto a primeira. Parar no meio do esquema pode deixar o pet desprotegido justamente quando ele começa a sair de casa.

Calendário de vacinas para cães

Vacinas essenciais

  • Polivalente (V8 ou V10): protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, parainfluenza, coronavírus e leptospirose (a V10 cobre mais tipos de leptospira). Começa entre 6 e 8 semanas de vida, com doses a cada 2 a 4 semanas até pelo menos 16 semanas.
  • Antirrábica: a partir de 12 semanas, em dose única no filhote. É obrigatória por lei em muitas cidades e costuma ter reforço anual.

Vacinas que dependem do estilo de vida

  • Gripe canina (tosse dos canis): recomendada para cães que vão a creche, hotel, banho e tosa ou que convivem com muitos outros cães.
  • Leishmaniose: indicada em regiões onde a doença é comum, depois de um exame que confirme que o cão não está infectado.
  • Giárdia: usada em situações específicas, conforme avaliação do veterinário.

Calendário de vacinas para gatos

Vacinas essenciais

  • Polivalente felina (V3, V4 ou V5): protege contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose (a V4 inclui clamidiose). A V5 acrescenta a leucemia felina (FeLV) e só deve ser aplicada depois de um teste que confirme que o gato é negativo para o vírus. Começa entre 6 e 8 semanas, com doses a cada 3 a 4 semanas até pelo menos 16 semanas.
  • Antirrábica: a partir de 12 semanas. Vale também para gatos que não saem de casa, porque morcegos e fugas acontecem.

E o pet adulto?

Depois do esquema de filhote, vem um reforço entre 6 meses e 1 ano de idade. A partir daí, o intervalo depende da vacina e da avaliação do veterinário. No Brasil, o mais comum é o reforço anual, aproveitando a visita para um check-up completo.

Pet adulto resgatado, sem histórico de vacina? Ele normalmente recebe um esquema inicial mais curto, definido pelo veterinário depois de examinar o animal.

A vacina atrasou. E agora?

Calma. Na maioria dos casos, não é preciso recomeçar tudo do zero. O veterinário avalia quanto tempo passou e decide se basta aplicar a dose atrasada ou se é melhor refazer parte do esquema. O importante é não deixar para depois: quanto maior o atraso, maior o tempo em que o pet fica sem proteção.

Enquanto o esquema do filhote não termina, evite passeios em locais com muitos cães ou gatos desconhecidos e chão de rua, onde vírus como o da parvovirose sobrevivem por bastante tempo.

Reações depois da vacina

É normal o pet ficar mais quietinho, com um pouco de febre ou com o local da aplicação sensível por um ou dois dias. Procure o veterinário na hora se aparecer inchaço no rosto, vômitos repetidos, dificuldade para respirar ou desmaio, que podem indicar uma reação alérgica.

Como não esquecer mais

  • Guarde a carteirinha num lugar fixo e tire uma foto dela a cada vacina.
  • Anote no calendário do celular a data do próximo reforço assim que sair da clínica.
  • Pergunte ao veterinário se a clínica envia lembretes.
  • Leve a carteirinha em toda consulta, mesmo que não seja para vacinar.

Ficou na dúvida se a vacina atrasada é motivo pra correr pra clínica, ou se aquela reação depois da dose é normal? Com o Petisco Saúde, você vai poder falar por vídeo com um médico veterinário e tirar essas dúvidas sem sair de casa. A plataforma de telemedicina veterinária está chegando: entre na lista de espera para ser avisado primeiro.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico veterinário. Em caso de dúvida sobre a saúde do seu pet, procure um profissional.

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